domingo, 15 de março de 2015

PIAUÍ



A revoada dos guarás, Delta do Parnaíba - PI

CEARÁ


Ceará de 


Praça da Estação


Praça Castro Carreira, a Praça da Estação (Foto de 1909)

É curioso, mas poucos sabem que a segunda e definitiva estação foi construída no local do antigo cemitério de São Casimiro, com mão de obra dos retirantes da seca de 1877. Foi inaugurada em 9 de julho de 1880, no Reinado de Dom Pedro II. Ainda Hoje, quem antra no hall do prédio da estação, logo após a escadaria, do lado direito, e olha para cima, verá em letras antigas os dizeres: “Reinado de Dom Pedro II”. (Fonte: Blog Ceará Nobre)



Comissão Central Organizadora do 
XV Congresso Cearense de Jornalistas do Interior no Ico 2015




Como é bom e gratificante abrir uma Estante e simplesmente cerrar os olhos, pegar aleatoriamente qualquer livro para ler, e ao desvendá-los nos depararmos com obras cujo conteúdo nos eleva a alma, graças ao seu alto nível  literário!  Refiro-me a Coluna Estante que se propõe a indicar-lhes livros de Escritores, principalmente obras de Escritores Cearenses, com o objetivo de torná-los conhecidos e enaltecê-los reconhecendo seus nobres trabalhos que abrangem diversos gêneros  literários e se entregam ao desafio de  ampliar nosso Cabedal de Conhecimentos contribuindo assim, para engrandecer a nossa cultura.
Por ocasião de um almoço realizado no Clube Náutico, numa Confraternização Natalina organizada pela AJEB-Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, a qual frequento, fui agraciada num sorteio e para minha alegria, escolhi entre os presentes sobre a mesa, o livro dessa grande mulher, a quem faço venhas pela sua simplicidade e capacidade de superar e enfrentar a vida com uma maestria e Fé digna de aplausos. Escritora e Musicista Haydée Campelo é exemplo de vida e superação.
 A Ilustre Escritora Francinete de Azevedo, natural de Fortaleza-CE, com graduação em Letras pela Universidade Federal do Ceará, nos presenteia com mais uma de suas obras, desta vez com a biográfica intitulada “VIDA E MISSÃO DE HAYDÉE CAMPELO” A devota de Frei Galvão.


Francinete de Azevedo é autora dos livros:
Ciranda de Emoções (em parceria com Ezequiel P. Sousa);
Histórias da Tia Nete (Volume I e II – contos infantis);
No Reino dos Verdes Mares (infantil);
Para quem ama – (Poemas);
O Amor em Produção Poética de Júlia Galeno ( Ensaio);
A Fada Pérola (conto infantil).
È participante de Antologias e Coletâneas.

Pertence a Entidades Literárias como:
Ala Feminina da Casa Juvenal Galeno;
Academia de letras do Município do estado do Ceará- ALMECE
Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB- Coordenadoria do Ceará;
União Brasileira de Trovadores- Secção de Fortaleza;
Academia  Feminina de Letras do Ceará – AFELCE;

Academia Cearense de Retórica.




Eliane Arruda a Presidente da Academia de Letras Juvenal Galeno, Eliane Arruda ladeada por Antônio Galeno, Diretor da Casa de Juvenal Galeno e Presidente de Honra da ALJUG, e seu filho, à esquerda, Haroldo Arruda.

RIO GRANDE DO NORTE



LI E GOSTEI:

SECREÇÕES, EXCREÇÕES E DESATINOS (2001)
de RUBEM FONSECA
(Companhia das Letras, 141 págs.)




Mais um livro de contos sensacional do mineiro Fonseca. É uma coletânea de 14 narrativas curtas unificadas pelo tema exposto no título. Os contos ressaltam a faceta mais anatomista do autor, que continua em seu estilo sucinto, direto e elíptico, misturando o erudito e o chulo, recheiando histórias escatológicas com referências literárias e do mundo da arte.

O conteúdo é ousado, sempre achei que a marca de um grande escritor é sua capacidade de pegar temas espinhudos e transformar em arte, em uma linguagem tão natural que até assusta quando recordamos do que realmente se trata a narrativa. Nabokov fez isso com a pedofilia em Lolita, e Fonseca faz isso nesse livro com a escatologia.

Uma coletânea muito bem organizada, coesa e desafiadora para o leitor. Meus contos favoritos foram, o “Agora Você (ou José e seus irmãos)”, “Mulheres e Homens Apaixonados” e “O Corcunda e a Vênus de Botticelli”. Recomendo.


Nota: **** (muito bom)


(05)

meu coração é selvagem
do meu chão brotam lírios
minha boca plumagem de colibris

minha pele animal felino
meu sangue árabe
minha poesia arrebatada

ave, gullar! ave, wally!

coleciono juventudes desperdiçadas
cacos de sensações

troco desânimo pulsando em vida
por força visionária para continuar
e continuar cícero
e continuar cecim
e continuar hilst

troco amor por amor
com quem me ajuda a semear jasmins
joão cabral e sabiás

troco o impulso de me jogar pela janela
por versos de leminski com vistas para o mar

(do livro “Suave é o Coração Enamorado”, 2006)


ANTONIO NAHUD

Jornalista de formação, atuou como corresponde cultural na Europa. O primeiro livro deste escritor viajante surgiu em 1993, “O Aprendiz do Amor”. Em Portugal, publicou “Retratos em Preto & Branco – Contos Góticos de Madri” (1996), “Ficar Aqui Sem Ser Ouvido por Ninguém” (1998), “Caprichos” (1998) e, mais recentemente, “Se Um Viajante Numa Espanha de Lorca” (2005). Ano passado recebeu o Troféu Cultura RN de Melhor Livro do Ano por “Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano”. 

PARAÍBA




Recentemente Flor do Gol (Escrituras, 2014) do poeta Sérgio de Castro Pinto foi eleito através de uma enquete do Jornal da Paraíba o mais importante livro publicado no estado da Paraíba neste início do século XXI. Os votantes foram diversos escritores, críticos literários e jornalistas culturais do estado. Resultado mais do que justo e merecido, pois Sérgio de Castro Pinto é o poeta paraibano vivo mais representativo na atualidade. O livro, lançado no contexto do ano da Copa do Mundo no Brasil, é constituído por três capítulos.  No primeiro que dá nome ao livro, há poemas sobre alguns nomes marcantes da história do futebol brasileiro, como Didi, Garrincha, Jairzinho. É o ponto alto da obra. No capítulo dois, A Minha fala dos bichos, o poeta paraibano dá continuidade as suas brincadeiras de linguagens, aludindo mais uma vez a poeticidade dos animais, a maneira do seu Zoo Imaginário (2005). No terceiro e último, chamado Bricabarque, o poeta tematiza de tudo, sempre com a mesma qualidade estética. Natural de João Pessoa (1947), além de poeta, é jornalista e professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 




A BÍBLIA

                      Jairo Cézar

No jardim claro da desesperança
Os livros são lírios mui perfumados,
E que evocam na volúpia da dança
Ensangüentados Messias alados.

Vem já buscar nesta hora que avança
Os torpores que por mim te são dados.
E o herói que lá no Limbo descansa
Desfruta virgens de hímens dourados.

Há galerias de Reis e princesas,
Há esplendores, ruína e segredos,
Onde o Diabo é o pai das pobrezas

E meio irmão de um Jesus já vencido,
Que de sua cruz sentencia os degredos

De todo um povo emboto e perdido.


Perfil

Jairo Cézar nasceu em João Pessoa, em 21 de março de 1977, mas radicou-se em Sapé. Formou-se em Letras, na UFPB. Publicou Escritos no Ônibus(Prêmio Novos Escritos(2010), foi um dos vencedores do IV Prêmio Canon de Poesia(2011), um dos selecionados do Prêmio Contos Mínimos S/A 2013 e obteve, ao lado do Grupo Muladhara de Teatro, em 2014, o 3º lugar no Festival Poesia Encenada do Sesc-PB.


Nome: Jairo Cézar Soares de Souza Pseudônimo: Augusto dos Anjos Idade: 37 Cidade:Sapé Estado: Paraíba Fone: 83- 8895-2705 E-mail: jairocezarsoares@gmail.com

ALAGOAS



VEM AÍ


11 A 15 DE NOVEMBRO


Dica da semana: É duro ser cabra na Etiópia



Autor: Maitê Proença
Ano: 2013
Editora: Agir
Categoria: Livro Nacional
Gênero: Contos e Crônicas
Páginas: 274



Comentário:

Um livro interativo, completamente diferente de tudo que eu já tinha visto e lido.

Um título que não faz sentido, 169 textos selecionados entre mais de 1500 textos que a Maitê Proença recebeu em seu blog de autores desconhecidos, fotografias que não necessariamente se encaixam, com folhas em branco que fazem uma provocação ao leitor a se inspirar e também criar, e tudo junto e misturado, costurado com pensamentos e provocações da Maitê, diagramado de uma forma totalmente incomum, colorida, divertida, em perfeita desordem. Enfim, tudo surpreende.



POEMA A VÁCUO

Elton Sdl

A poesia em celofane já foi embalada em canção.
Mas nomeada no congresso dos abutres e homens
mediante plenária,
Produto pra tolos, matéria ordinária,
sofreu desvio de função.

O lirismo embalado a vácuo
nos vagões de trem, vaga em fibras ópticas ou a jato.
Acorde menor tocado em lira elétrica,
soprado por uma musa da Arcádia cibernética.
Passa tão rápido, é sequer notado, em meio à enxurrada
de embarques-desembarques. É enxotado.

Tantas conexões e nenhuma ligação.
Ofício do raro ócio, a cidade dele fez divórcio.
Campestre bucólico ou pós-moderno, não ligam.
Liga a televisão!

O poema tão boicotado, pior que dólar mal cotado.
Vive na bolsa, sem valor, um papelote amassado.

O poema enlatado, mal digerido, requentado,
enjeitado, regurgitado nos restaurantes gourmet.
Deixou de ser ceia, de ser santo, sequer refeição.
Não causa apetite, nenhuma reação. Está preso na cadeia
e faço deste, desfeito em migalhas, apenas meu ganha
pão.
O poema não fede nem cheira. Repousa com os tomates
de fim de feira.
Mas pra um cão ou mendigo que ali passeiam
ainda pode ser a salvação.



SERGIPE



Ilha da Sogra, Praia do Saco



Sergipe pode não ter o litoral recortado nem o mar azulzinho de outros estados nordestinos -- mas em compensação oferece a maior diversidade de passeios que você vai encontrar perto da praia no Nordeste.

BAHIA



O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS OLHOS...



É ele, sim, O PEQUENO PRÍNCIPE, que depois de viajar pelas estrelas aterrissa aqui ,na minha estante, tão festejado, desejado, vendido e lido como no passado ,quando era o livro sempre citado pelas aspirantes a  Miss, nos sixties, nossos anos de ouro, mas, que encantou até os mais sábios e empedernidos corações. Livro mais traduzido da história literária, perdendo apenas para o Alcorão e a Bíblia, ganha uma edição de luxo, em capa dura, para guardar e reler sempre que estiver prestes a perder a fé na humanidade.
Agora em domínio público pois já se passaram mais de 100 anos da morte do autor, abatido na 2ª Grande Guerra, se o amigo, ainda mantém viva dentro de si a chama da sua infância entenderá o que quero dizer. E, pode ser, até, que me desenhe um carneiro. Somos responsáveis por aqueles que conquistamos diz o principezinho que veio de outras galáxias, por isto, nós, escritores deste vale de lágrimas, nos esforçamos tanto para agradá-los e manter vivo o interesse no nosso trabalho.
Neste mundo selvagem, onde o ter vale mais que o ser, nesta luta por conquistas e, posição e poder, vale o recado do garoto:  ”as pessoas compram tudo nas lojas ,mas, como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não têm mais amigos”.
Confesso que o livro ainda me emociona porque é puro, simples e real. Como na história do astrônomo do Extremo Oriente que veio expor suas teorias numa Universidade e os acadêmicos não lhe deram a importância devida porque estava vestido com “trajes estranhos”; a mesma tese, no mesmo lugar, foi esposada por um cientista ocidental, que falou de terno e gravata e foi ouvido, cheirado e bem aceito porque, afinal, era um deles...
Pois, é muitos anos depois de lançado o Pequeno Príncipe, ainda não aprendemos a conviver com as diferenças e continuamos a não falar com os feios...
 Autor:
Antoine de Saint –Éxupéry
Tradução
Frei Beto
Editora
Geração Editorial

Preço

R 30.00 (luxo,160 pags)$15.00 (pocket) $5.000 (e-book)



Quando fui domar os cavalos
havia um lapso na partida
uma brecha interminável.

No rompante das pernas,
suas crinas se embaraçavam
ao vento de eras eternas.

E quanto mais galopavam,
mais a vida se perdia
no trotar de um tempo incalculável.

A vida passou. E hoje
que já não sinto o vento,
nem tento domar cavalos,
correm léguas nos meus olhos cegos
e me arrependo do que não é passado.

In: O trem vermelho que partiu das cinzas


Clarissa Macedo (Salvador – BA), é licenciada em Letras Vernáculas (UEFS), mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela mesma instituição e doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA). Atua como revisora e professora de escrita criativa. Está presente em diversas coletâneas. É autora de O trem vermelho que partiu das cinzas e de Na pata do cavalo há sete abismos (Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia), ambos de 2014. Publica, regularmente, tanto em meios eletrônicos como impressos. Sua poesia está traduzida para o espanhol. Desenvolve projetos culturais. Participa de eventos literários por aí afora. Edita o blog Essa coisa que é o eu.