A revoada dos guarás, Delta do
Parnaíba - PI
vai onde nossa cultura se faz - Editor: Cássio Cavalcante (PE) - Correspondentes: Carlos Yeshua (BA), Rafael Rodrigo Marajá (SE), Carlito Lima (AL), Catarina Buriti (PB), Arthur Seabra (RN), Agenor Saunders (CE), Marina Fernanda Farias (MA). Arte: Wilton Carvalho.
domingo, 15 de março de 2015
CEARÁ
Ceará de
Praça da Estação
Praça Castro Carreira, a Praça da
Estação (Foto de 1909)
É curioso, mas poucos sabem que a
segunda e definitiva estação foi construída no local do antigo cemitério de São
Casimiro, com mão de obra dos retirantes da seca de 1877. Foi inaugurada em 9
de julho de 1880, no Reinado de Dom Pedro II. Ainda Hoje, quem antra no hall do
prédio da estação, logo após a escadaria, do lado direito, e olha para cima,
verá em letras antigas os dizeres: “Reinado de Dom Pedro II”. (Fonte: Blog
Ceará Nobre)
Comissão Central Organizadora do
XV Congresso Cearense de Jornalistas do Interior no Ico 2015
Como é bom e gratificante abrir uma Estante e simplesmente cerrar os
olhos, pegar aleatoriamente qualquer livro para ler, e ao desvendá-los nos
depararmos com obras cujo conteúdo nos eleva a alma, graças ao seu alto nível
literário! Refiro-me a Coluna Estante que se propõe a indicar-lhes
livros de Escritores, principalmente obras de Escritores Cearenses, com o
objetivo de torná-los conhecidos e enaltecê-los reconhecendo seus nobres trabalhos
que abrangem diversos gêneros literários e se entregam ao desafio
de ampliar nosso Cabedal de Conhecimentos contribuindo assim, para
engrandecer a nossa cultura.
Por ocasião de um almoço realizado no Clube Náutico, numa
Confraternização Natalina organizada pela AJEB-Associação de Jornalistas e
Escritoras do Brasil, a qual frequento, fui agraciada num sorteio e para minha
alegria, escolhi entre os presentes sobre a mesa, o livro dessa grande mulher,
a quem faço venhas pela sua simplicidade e capacidade de superar e enfrentar a
vida com uma maestria e Fé digna de aplausos. Escritora e Musicista Haydée
Campelo é exemplo de vida e superação.
A Ilustre Escritora Francinete de Azevedo, natural de
Fortaleza-CE, com graduação em Letras pela Universidade Federal do Ceará, nos
presenteia com mais uma de suas obras, desta vez com a biográfica intitulada
“VIDA E MISSÃO DE HAYDÉE CAMPELO” A devota de Frei Galvão.
Francinete de Azevedo é autora dos livros:
Ciranda de Emoções (em parceria com Ezequiel P. Sousa);
Histórias da Tia Nete (Volume I e II – contos infantis);
No Reino dos Verdes Mares (infantil);
Para quem ama – (Poemas);
O Amor em Produção Poética de Júlia Galeno ( Ensaio);
A Fada Pérola (conto infantil).
È participante de Antologias e Coletâneas.
Pertence a Entidades Literárias como:
Ala Feminina da Casa Juvenal Galeno;
Academia de letras do Município do estado do Ceará- ALMECE
Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB- Coordenadoria
do Ceará;
União Brasileira de Trovadores- Secção de Fortaleza;
Academia Feminina de Letras do Ceará – AFELCE;
Academia Cearense de Retórica.
RIO GRANDE DO NORTE
LI E GOSTEI:
SECREÇÕES, EXCREÇÕES E DESATINOS (2001)
de RUBEM FONSECA
Mais um livro de contos sensacional do mineiro Fonseca. É uma coletânea de
14 narrativas curtas unificadas pelo tema exposto no título. Os contos ressaltam
a faceta mais anatomista do autor, que continua em seu estilo sucinto, direto e
elíptico, misturando o erudito e o chulo, recheiando histórias escatológicas
com referências literárias e do mundo da arte.
O conteúdo é ousado, sempre achei que a marca de um grande escritor é sua
capacidade de pegar temas espinhudos e transformar em arte, em uma linguagem
tão natural que até assusta quando recordamos do que realmente se trata a
narrativa. Nabokov fez isso com a pedofilia em Lolita, e Fonseca faz isso nesse
livro com a escatologia.
Uma coletânea muito bem organizada, coesa e desafiadora para o leitor. Meus
contos favoritos foram, o “Agora Você (ou José e seus irmãos)”, “Mulheres e
Homens Apaixonados” e “O Corcunda e a Vênus de Botticelli”. Recomendo.
Nota: **** (muito bom)
(05)
meu coração é selvagem
do meu chão brotam
lírios
minha boca plumagem de
colibris
minha pele animal
felino
meu sangue árabe
minha poesia
arrebatada
ave, gullar! ave,
wally!
coleciono juventudes
desperdiçadas
cacos de sensações
troco desânimo
pulsando em vida
por força visionária
para continuar
e continuar cícero
e continuar cecim
e continuar hilst
troco amor por amor
com quem me ajuda a
semear jasmins
joão cabral e sabiás
troco o impulso de me
jogar pela janela
por versos de leminski
com vistas para o mar
(do livro “Suave é o Coração Enamorado”, 2006)
ANTONIO NAHUD
PARAÍBA
Recentemente Flor do Gol (Escrituras,
2014) do poeta Sérgio de Castro Pinto foi eleito através de uma enquete do Jornal
da Paraíba o mais importante livro publicado no estado da Paraíba
neste início do século XXI. Os votantes foram diversos escritores, críticos
literários e jornalistas culturais do estado. Resultado mais do que justo e
merecido, pois Sérgio de Castro Pinto é o poeta paraibano vivo mais
representativo na atualidade. O livro, lançado no contexto do ano da Copa do
Mundo no Brasil, é constituído por três capítulos. No primeiro que dá
nome ao livro, há poemas sobre alguns nomes marcantes da história do futebol
brasileiro, como Didi, Garrincha, Jairzinho. É o ponto alto da obra. No
capítulo dois, A Minha fala dos bichos, o poeta paraibano dá continuidade as
suas brincadeiras de linguagens, aludindo mais uma vez a poeticidade dos
animais, a maneira do seu Zoo Imaginário (2005). No terceiro e
último, chamado Bricabarque, o poeta tematiza de tudo, sempre com a mesma
qualidade estética. Natural de João Pessoa (1947), além de poeta, é jornalista
e professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
A BÍBLIA
Jairo Cézar
No jardim
claro da desesperança
Os livros
são lírios mui perfumados,
E que evocam
na volúpia da dança
Ensangüentados
Messias alados.
Vem já
buscar nesta hora que avança
Os torpores
que por mim te são dados.
E o herói
que lá no Limbo descansa
Desfruta
virgens de hímens dourados.
Há galerias
de Reis e princesas,
Há
esplendores, ruína e segredos,
Onde o Diabo
é o pai das pobrezas
E meio irmão
de um Jesus já vencido,
Que de sua
cruz sentencia os degredos
De todo um
povo emboto e perdido.
Perfil
Jairo Cézar nasceu em João Pessoa, em 21 de março de 1977, mas
radicou-se em Sapé. Formou-se em Letras, na UFPB. Publicou Escritos no Ônibus(Prêmio
Novos Escritos(2010), foi um dos vencedores do IV Prêmio Canon de Poesia(2011),
um dos selecionados do Prêmio Contos Mínimos S/A 2013 e obteve, ao lado do
Grupo Muladhara de Teatro, em 2014, o 3º lugar no Festival Poesia Encenada do
Sesc-PB.
Nome: Jairo Cézar Soares de Souza Pseudônimo: Augusto dos Anjos Idade:
37 Cidade:Sapé Estado: Paraíba Fone: 83- 8895-2705 E-mail:
jairocezarsoares@gmail.com
ALAGOAS
VEM AÍ
11 A 15 DE NOVEMBRO
Dica da semana: É duro ser
cabra na Etiópia
Autor: Maitê Proença
Ano: 2013
Editora: Agir
Categoria: Livro Nacional
Gênero: Contos e Crônicas
Páginas: 274
Comentário:
Um livro interativo, completamente diferente de tudo que eu já
tinha visto e lido.
Um título que não faz sentido, 169 textos selecionados entre mais
de 1500 textos que a Maitê Proença recebeu em seu blog de autores
desconhecidos, fotografias que não necessariamente se encaixam, com folhas em
branco que fazem uma provocação ao leitor a se inspirar e também criar, e tudo
junto e misturado, costurado com pensamentos e provocações da Maitê, diagramado
de uma forma totalmente incomum, colorida, divertida, em perfeita desordem.
Enfim, tudo surpreende.
POEMA A VÁCUO
Elton Sdl
A poesia em celofane já foi embalada em canção.
Mas nomeada no congresso dos abutres e homens
mediante plenária,
Produto pra tolos, matéria ordinária,
sofreu desvio de função.
O lirismo embalado a vácuo
nos vagões de trem, vaga em fibras ópticas ou a jato.
Acorde menor tocado em lira elétrica,
soprado por uma musa da Arcádia cibernética.
Passa tão rápido, é sequer notado, em meio à enxurrada
de embarques-desembarques. É enxotado.
Tantas conexões e nenhuma ligação.
Ofício do raro ócio, a cidade dele fez divórcio.
Campestre bucólico ou pós-moderno, não ligam.
Liga a televisão!
O poema tão boicotado, pior que dólar mal cotado.
Vive na bolsa, sem valor, um papelote amassado.
O poema enlatado, mal digerido, requentado,
enjeitado, regurgitado nos restaurantes gourmet.
Deixou de ser ceia, de ser santo, sequer refeição.
Não causa apetite, nenhuma reação. Está preso na cadeia
e faço deste, desfeito em migalhas, apenas meu ganha
pão.
O poema não fede nem cheira. Repousa com os tomates
de fim de feira.
Mas pra um cão ou mendigo que ali passeiam
ainda pode ser a salvação.SERGIPE
Ilha da Sogra, Praia do Saco
Sergipe pode não ter o litoral
recortado nem o mar azulzinho de outros estados nordestinos -- mas em
compensação oferece a maior diversidade de passeios que você vai encontrar perto
da praia no Nordeste.
BAHIA
O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS
OLHOS...
É ele, sim, O PEQUENO PRÍNCIPE,
que depois de viajar pelas estrelas aterrissa aqui ,na minha estante, tão
festejado, desejado, vendido e lido como no passado ,quando era o livro sempre
citado pelas aspirantes a Miss, nos sixties, nossos anos de ouro, mas, que
encantou até os mais sábios e empedernidos corações. Livro mais traduzido da
história literária, perdendo apenas para o Alcorão e a Bíblia, ganha uma edição
de luxo, em capa dura, para guardar e reler sempre que estiver prestes a perder
a fé na humanidade.
Agora em domínio público pois já
se passaram mais de 100 anos da morte do autor, abatido na 2ª Grande Guerra, se
o amigo, ainda mantém viva dentro de si a chama da sua infância entenderá o
que quero dizer. E, pode ser, até, que me desenhe um carneiro. Somos responsáveis
por aqueles que conquistamos diz o principezinho que veio de outras galáxias,
por isto, nós, escritores deste vale de lágrimas, nos esforçamos tanto para
agradá-los e manter vivo o interesse no nosso trabalho.
Neste mundo selvagem, onde o ter vale
mais que o ser, nesta luta por conquistas e, posição e poder, vale
o recado do garoto: ”as pessoas compram
tudo nas lojas ,mas, como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não
têm mais amigos”.
Confesso que o livro ainda me
emociona porque é puro, simples e real. Como na história do astrônomo do
Extremo Oriente que veio expor suas teorias numa Universidade e os acadêmicos
não lhe deram a importância devida porque estava vestido com “trajes
estranhos”; a mesma tese, no mesmo lugar, foi esposada por um cientista ocidental,
que falou de terno e gravata e foi ouvido, cheirado e bem aceito porque, afinal,
era um deles...
Pois, é muitos anos depois de
lançado o Pequeno Príncipe, ainda não aprendemos a conviver com as diferenças e
continuamos a não falar com os feios...
Autor:
Antoine de Saint –Éxupéry
Tradução
Frei Beto
Editora
Geração Editorial
Preço
Quando fui domar os cavalos
havia um lapso na partida
uma brecha interminável.
No rompante das pernas,
suas crinas se embaraçavam
ao vento de eras eternas.
E quanto mais galopavam,
mais a vida se perdia
no trotar de um tempo incalculável.
A vida passou. E hoje
que já não sinto o vento,
nem tento domar cavalos,
correm léguas nos meus olhos cegos
e me arrependo do que não é passado.
In: O trem vermelho que partiu das cinzas
Clarissa Macedo (Salvador
– BA), é licenciada em Letras Vernáculas (UEFS), mestre em Literatura e
Diversidade Cultural pela mesma instituição e doutoranda em Literatura e
Cultura (UFBA). Atua como revisora e professora de escrita criativa. Está
presente em diversas coletâneas. É autora de O trem vermelho que partiu das cinzas e de Na pata do cavalo há sete abismos (Prêmio Nacional da Academia de
Letras da Bahia), ambos de 2014. Publica, regularmente, tanto em meios
eletrônicos como impressos. Sua poesia está traduzida para o espanhol.
Desenvolve projetos culturais. Participa de eventos literários por aí afora.
Edita o blog Essa coisa que é o eu.
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