domingo, 15 de março de 2015

ALAGOAS



VEM AÍ


11 A 15 DE NOVEMBRO


Dica da semana: É duro ser cabra na Etiópia



Autor: Maitê Proença
Ano: 2013
Editora: Agir
Categoria: Livro Nacional
Gênero: Contos e Crônicas
Páginas: 274



Comentário:

Um livro interativo, completamente diferente de tudo que eu já tinha visto e lido.

Um título que não faz sentido, 169 textos selecionados entre mais de 1500 textos que a Maitê Proença recebeu em seu blog de autores desconhecidos, fotografias que não necessariamente se encaixam, com folhas em branco que fazem uma provocação ao leitor a se inspirar e também criar, e tudo junto e misturado, costurado com pensamentos e provocações da Maitê, diagramado de uma forma totalmente incomum, colorida, divertida, em perfeita desordem. Enfim, tudo surpreende.



POEMA A VÁCUO

Elton Sdl

A poesia em celofane já foi embalada em canção.
Mas nomeada no congresso dos abutres e homens
mediante plenária,
Produto pra tolos, matéria ordinária,
sofreu desvio de função.

O lirismo embalado a vácuo
nos vagões de trem, vaga em fibras ópticas ou a jato.
Acorde menor tocado em lira elétrica,
soprado por uma musa da Arcádia cibernética.
Passa tão rápido, é sequer notado, em meio à enxurrada
de embarques-desembarques. É enxotado.

Tantas conexões e nenhuma ligação.
Ofício do raro ócio, a cidade dele fez divórcio.
Campestre bucólico ou pós-moderno, não ligam.
Liga a televisão!

O poema tão boicotado, pior que dólar mal cotado.
Vive na bolsa, sem valor, um papelote amassado.

O poema enlatado, mal digerido, requentado,
enjeitado, regurgitado nos restaurantes gourmet.
Deixou de ser ceia, de ser santo, sequer refeição.
Não causa apetite, nenhuma reação. Está preso na cadeia
e faço deste, desfeito em migalhas, apenas meu ganha
pão.
O poema não fede nem cheira. Repousa com os tomates
de fim de feira.
Mas pra um cão ou mendigo que ali passeiam
ainda pode ser a salvação.



SERGIPE



Ilha da Sogra, Praia do Saco



Sergipe pode não ter o litoral recortado nem o mar azulzinho de outros estados nordestinos -- mas em compensação oferece a maior diversidade de passeios que você vai encontrar perto da praia no Nordeste.

BAHIA



O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS OLHOS...



É ele, sim, O PEQUENO PRÍNCIPE, que depois de viajar pelas estrelas aterrissa aqui ,na minha estante, tão festejado, desejado, vendido e lido como no passado ,quando era o livro sempre citado pelas aspirantes a  Miss, nos sixties, nossos anos de ouro, mas, que encantou até os mais sábios e empedernidos corações. Livro mais traduzido da história literária, perdendo apenas para o Alcorão e a Bíblia, ganha uma edição de luxo, em capa dura, para guardar e reler sempre que estiver prestes a perder a fé na humanidade.
Agora em domínio público pois já se passaram mais de 100 anos da morte do autor, abatido na 2ª Grande Guerra, se o amigo, ainda mantém viva dentro de si a chama da sua infância entenderá o que quero dizer. E, pode ser, até, que me desenhe um carneiro. Somos responsáveis por aqueles que conquistamos diz o principezinho que veio de outras galáxias, por isto, nós, escritores deste vale de lágrimas, nos esforçamos tanto para agradá-los e manter vivo o interesse no nosso trabalho.
Neste mundo selvagem, onde o ter vale mais que o ser, nesta luta por conquistas e, posição e poder, vale o recado do garoto:  ”as pessoas compram tudo nas lojas ,mas, como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não têm mais amigos”.
Confesso que o livro ainda me emociona porque é puro, simples e real. Como na história do astrônomo do Extremo Oriente que veio expor suas teorias numa Universidade e os acadêmicos não lhe deram a importância devida porque estava vestido com “trajes estranhos”; a mesma tese, no mesmo lugar, foi esposada por um cientista ocidental, que falou de terno e gravata e foi ouvido, cheirado e bem aceito porque, afinal, era um deles...
Pois, é muitos anos depois de lançado o Pequeno Príncipe, ainda não aprendemos a conviver com as diferenças e continuamos a não falar com os feios...
 Autor:
Antoine de Saint –Éxupéry
Tradução
Frei Beto
Editora
Geração Editorial

Preço

R 30.00 (luxo,160 pags)$15.00 (pocket) $5.000 (e-book)



Quando fui domar os cavalos
havia um lapso na partida
uma brecha interminável.

No rompante das pernas,
suas crinas se embaraçavam
ao vento de eras eternas.

E quanto mais galopavam,
mais a vida se perdia
no trotar de um tempo incalculável.

A vida passou. E hoje
que já não sinto o vento,
nem tento domar cavalos,
correm léguas nos meus olhos cegos
e me arrependo do que não é passado.

In: O trem vermelho que partiu das cinzas


Clarissa Macedo (Salvador – BA), é licenciada em Letras Vernáculas (UEFS), mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela mesma instituição e doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA). Atua como revisora e professora de escrita criativa. Está presente em diversas coletâneas. É autora de O trem vermelho que partiu das cinzas e de Na pata do cavalo há sete abismos (Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia), ambos de 2014. Publica, regularmente, tanto em meios eletrônicos como impressos. Sua poesia está traduzida para o espanhol. Desenvolve projetos culturais. Participa de eventos literários por aí afora. Edita o blog Essa coisa que é o eu.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

PERNAMBUCO



Antigo anúncio publicitário da empresa Auto Viação Leão do Norte, com os horários de partidas das viagens, publicado no Diario de Pernambuco em 1981. Como se vê na imagem, a Leão do Norte realizava viagens passando por diversos municípios do interior pernambucano.


Av. Boa Viagem em 1933.  Foto: Ivan Granville, enviada por sua neta Danniele Granville.



Faça essa receita...

Sopa de cenoura


Serve: 4 Pessoas
Pronto em 45 minutos
Ingredientes
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1 fio de azeite
  • 400 g de batata
  • 200 g de cenoura
  • 1,5 l de água
  • sal e pimenta q.b.
Preparação
Tempo de Preparação: 15 min | Tempo de Cozimento: 30 min
  1. Pique a cebola e os dentes de alho e refogue com o fio de azeite. Descasque as batatas e as cenouras, corte-as em bocadinhos e junte-as ao refogado, tempere com sal e pimenta.
  2. Adicione a água e deixe cozer, até a batata e a cenoura estarem cozidas. Por fim triture.
Bom apetite!

... e depois:


Praia de Calhetas 
em Cabo de Santo Agostinho-PE


É uma das praias mais belas do Brasil. Cheia de coqueiros e com mar calmo, cristalino e cercado por arrecifes, Calhetas é muito procurada para prática de mergulho e pesca submarina. Distante a 49 km do Recife. Acesso: BR-101 Sul, PE-60 e PE-29. 







Vento leste brando, 35ºC...




INGLESES NO BRASIL O capítulo inicial do livro de minha autoria, premiado pela Academia Pernambucana de Letras, “Da Great Western ao Metrô do Recife”, tem como título “Ingleses no Brasil”, numa homenagem a Gilberto Freyre e tem por cabeçalho o trecho seguinte:”A Grã-Bretanha manteve relações mais ou menos imperiais com o Brasil ainda semi-colonial do século XIX. (...) Um Brasil onde as primeiras fundições modernas, o primeiro cabo submarino, as primeiras estradas de ferro, os primeiros telégrafos (...) as primeiras redes de esgoto foram, quase todas, obras de ingleses”. O texto está no livro de Gilberto Freyre, “Ingleses no Brasil”, Topbooks & Univer Cidade Editora, 3ª Ed.: Rio de Janeiro, 2000. De uma forma geral, o livro aborda os aspectos da influência britânica sobre a vida, a paisagem e a cultura do Brasil. Essa presença marcante, como não podia deixar de ser, influenciou e foi influenciada não só no aspecto técnico, mas também no campo dos costumes. Segundo Freyre (2000, p.84), “(...) os britânicos trouxeram para nosso país o pão de trigo, o chá, a cerveja, o whisky, o gin, (...), entre vários outros”. E continua afirmando (p. 104) que um inglês, Dent, confessa seu entusiasmo por tanajura assada, por carne de tatu e paca. Já outro inglês, naturista, Waterton, experimentava carne de macaco com pimenta caiena (...)”. E assim continua o livro, constituindo um ensaio que, segundo Maria Lúcia Pallares-Burke, “(...) contém um ‘quase-manifesto’, considerando que a leveza e a informalidade características do discurso freyriano (...) estão aqui presentes”. Recomendo a leitura do livro e considero um dos melhores que já li do escritor (como ele gostava de ser chamado) Gilberto Freyre.



Preciso de vinte horas
Para ser de mim, mais um pouco,
Sair do sério, neste mundo louco,
Tirar do sangue o veneno,
Juntar os grandes aos pequenos -
Antes que as chagas se agravem,
Que o mundo se afogue ,
Em pedaços de mim,,,
Preciso de 20 horas,
Para lavar o meu peito,
Ver o mundo refeito,
Partindo do leito...
Preciso de vinte horas
Para que a Cruz me proteja,
Das vindouras dores, 
Dos entreveros dos dias,
Preciso de vinte horas,
Rompendo os agoras
Chorar em braços santos,
Afogar o pranto
E me salvar do abismo
No conforto do colo,
No olhar dos teus olhos,
Num voltar infantil,
Um abrigo , neste covil
Preciso de 20 horas...


(Taciana Valença)



MARANHÃO



Praia do Calhau no Maranhão


Praia do Calhau - Considerada a mais bonita pela presença de dunas. Bastante frequentada durante a temporada dos jogos de verão e tem um endereço ilustre: o ex-presidente José Sarney.
Praia de grande beleza e litoral, é conhecida como uma das mais urbanizadas da cidade. Seu clima agradável e infraestrutura fazem dessa praia um belo lugar para relaxar, tomar um refrescante banho de mar e repor as energias. É uma boa opção para todos os públicos, recebendo desde famílias a jovens. Conta com uma espaçosa faixa de areia clara e fofa, o mar é levemente agitado, de águas claras e limpas, propício para o banho e prática de esportes náuticos, como windsurf. Essa praia possui boa infraestrutura, com quiosques que servem o melhor da culinária local, e o visitante pode relaxar e desfrutar de um petisco à beira-mar. 



PIAUI




A costa atlântica piauiense é uma das menores do Brasil, mas oferece cenários de tirar o fôlego. Nossa dica é iniciar o passeio no Porto dos Tatus, em Ilha Grande, em barcos que, ao longo de 6 horas, percorrem os igarapés que formam o Delta do Parnaíba, atração sem igual no país, uma das paradas da Rota das Emoções.

 Explorar a região também de lancha, indo até a praia fluvial da Baía do Caju e, na volta, admirando a revoada de guarás que, dependendo da época do ano, pousam para passar a noite. De jipe, o que vale é a aventura pelas dunas e praias, como as de Atalaia, Carnaubinha, Coqueiro e Maramar, todas localizadas na cidadezinha de Luís Correia local com melhor infraestrutura de serviços. Lá o visitante encontrará bons hotéis e ótimas opções de restaurantes. 


CEARÁ



Dia 7 de março, AS 19h00 no Hotel Holliday Inn - Fortaleza, lançamento da 6ª Antologia da ALAF - Não Percam! Convido a todos, estarei presente.
Ilustração de Capa EstherRogessi - Rogessi De Araujo Mendes , apresentação de 4ª Capa - Cássio Cavalcante


CEARÁ EM CENA, o convite atinente ao lançamento dessa importante obra, formada por 32 escritores, poetas e jornalistas do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Conforme convite em anexo, a coletânea CEARÁ EM CENA será lançada no dia 21 de março/2015, das 14 às 16h, no Salão do Livro de Paris, situado no Porte de Versailles, Pavilhão 1, no Stand M 91, da Divine Édition.
O Salão do Livro de Paris previsto para o período de 20 à 23 de março de 2015, tem como patrono a Republica Francesa Presidida por François Hollande e o Ministério da Cultura, dirigido por Fleur Pellerin.
O País a ser homenageado, nesse evento, será o Brasil. Por tudo isto temos muito a comemorar e a agradecer à Presidente Diva Pavesi; a equipe do “Projeto Cultural França Brasil” (coordenado pela Embaixadora Socorro Cavalcanti e formada por Dr. Ernane Machado, Tizim, Nirvanda Medeiros, Odmar de Lima, Benedito Vasconcelos e Silas Falcão); aos escritores e Presidentes de Academias de Letras do Ceará e do Rio Grande do Norte e aos parceiros que abrilhantaram a magnífica solenidade da Divine Académie, realizada em dezembro de 2014, na XI Bienal Internacional do Livro do Ceará: a Banda de Música da Polícia Militar do Ceará; Colégio da Policia Militar; Secretaria da Cultura do Estado do Ceará; Hotel Seara; Colégio Maria Ester; Secretaria do Trabalho do Estado do Ceará; a Bailarina Lecticia Plutarco; o Palhaço do “verbo” e a magnífica Cantora Francesa.
Vamos em frente, valorizando as letras, as artes, a cultural, com o nosso entusiasmo e as graças de Deus! Abraços fraternais. Socorro Cavalcanti – Embaixadora da Divine Académie.


Estante abre suas portas hoje e entre tantos livros de Autores Cearenses


Que posteriormente estarei indicando aos leitores, chamou-me a atenção o “Livro Águas do Tempo” de Rejane Costa Barros, escritora de uma sensibilidade à flor da pele  que nos contamina com sua linguagem rebuscada, rica em metáfora destacando-se a sua construção linguística que gera a alma de seus poemas.
Os versos de Rejane são feito com maestria e envolve-nos com seu manto estrelar cujo brilho reflete o amor e os sentimentos que ele desperta. Poesias configuradas de êxtase, angustia, sedução, saudade e entrega identificando-se com o leitor. Águas do Tempo brota do recôndito da alma identificando-se com a poetisa os seus versos decantados em sinfonia qual balé d’água envolto nas asas do tempo.
Deleitemo-nos, pois com a magia, o mistério e o encanto dos versos de Rejane que rasga o infinito com sua linguagem sensorial.
Rejane Costa Barros é Cearense, pertence À Academia Feminina de letras do Estado do Ceará, à Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil-AJEB-CE, à União brasileira de Trovadores- seção Fortaleza, à Ala Feminina da Casa Juvenal Galeno, entre outras. Valiosa é a sua contribuição e presença constante, seja participando de coletâneas, antologias, seja participando de cursos literários.



Fortaleza, 26 de fevereiro de 2016



A Vidraça da Alma

Rita Atir Guedes

A vidraça da alma há muito estava opaca
E sentimentos nobres no íntimo ocultava.
Há anos e anos tua imagem oculta estava
Imerso no recôndito silencioso de minha alma.

Antes tivesses ficado no total anonimato guardado.
E reminiscências a vidraça da alma não revelasse!
Esse louco e impossível amor estaria congelado.
E a luz divina do amor nunca teria sido despertada.

Quanta dor sofre o meu ser dolente, de ti distante.
Com esse amor sem cura, esse desejo incontrolável!
Noites tristes vazias, de inverno se vestem de saudades.
Oculto no silêncio que desnuda nossa infeliz realidade.


Não sei o que faça com essa vidraça da alma retratada
Quebrá-la seria tirar de mim um precioso pedaço sagrado.
Fechá-la não suportaria ficar sem ver-te lá do outro lado
Esquecer-te não consigo, sofrer passou a ser o meu legado.